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A nossa cidade, a mais setentrional de Portugal Continental, situa-se na Região Norte, mais concretamente na sub-região do Alto Trás-os-Montes. Possui cerca de 20 309 habitantes e 25 mil, no perímetro urbano. É sede de um dos municípios portugueses com maior área (1 173,93 km²) e 34 628 habitantes (2006), limitado a norte e leste por Espanha (províncias de Ourense e Zamora), a sueste pelo município de Vimioso, a sudoeste por Macedo de Cavaleiros e a oeste por Vinhais.

Os celtas baptizaram a cidade, fundada no século II a.C., com o nome de Brigantia, que se foi latinizando até passar a ser Bragança. Este nome é a origem do gentílico mais comum: brigantino.

A área do actual concelho de Bragança era já uma povoação importante durante a ocupação romana. Durante algum tempo teve o nome de Juliobriga dada a Brigantia pelo imperador Augusto, em homenagem a seu tio Júlio César.

Destruída durante as guerras entre cristãos e mouros, encontrava-se em território pertencente ao mosteiro beneditino de Castro de Avelãs, quando a adquiriu, por troca, em 1130, D.Fernando Mendes, cunhado de D. Afonso Henriques. Reconstruída no lugar de Benquerença, D. Sancho I concedeu-lhe foral em 1187 e libertou-a em 1199 do cerco, que lhe impusera Afonso IX de Leão, conferindo-lhe, então, definitivamente a designação de Bragança.

O regente D. Pedro, em 1442, elevou Bragança a cabeça de ducado concedido a seu irmão ilegítimo D: Afonso, 8º conde de Barcelos, genro de D. Nuno Álvares Pereira.Em 1445, Bragança recebeu a concessão de uma feira franca e, em 1446, D. Afonso V elevou-a à categoria de cidade.